quarta-feira, 12 de março de 2014

Gavetas e cobradores.....

Pois vinha em um horário da tarde com os meus mais que tradicionais companheiros de viagem, (uma linha que leva 40 min de um terminal para o meu ponto de descida.)

Vinhamos nós, falando bobagens, contando piadas, em fins, tava divertido. E claro, olhando as pessoas nos pontos, e como meu amigo é alguém incrivelmente cachorro e sem-vergonha, ( xingo mesmo!), ele veio secando "mina por mina" nos pontos, ouvi coisas desde " Ah bem que podia ter mais peito" ou " pra que roupa?".

Eis que entra uma garota, por volta de seus 17 anos, com aquelas blusas que mostram o sutiã, e um short que um dia já fora uma calça, mas agora, cortado erroneamente tornou-se uma calcinha, e mostra as papinhas da bunda... ( publico masculino adorou essa parte).

Trazia com ela uma bolsa de viagem a uma mochilinha um tanto abarrotadinha de coisa, prontamente o Cachorro, pulou de sua cadeirinha e foi ajudar a mocinha com suas pesadíssimas  malas, " Oh que cavalheiro não?".

Troquei olhares malignos com o motorista, ha o cobrador que nos aguardasse, mas antes que pudêssemos pegar no pé do abobado, uma senhorinha que subia depois da moça indignou-se.

- O cobrador, eu também tenho uma mala pesada! - a velinha estava realmente P*** da vida com ele.

Intimidado ele pôs-se a ajudar a senhora, admito que nem eu gosto dessa senhora, alem de ser uma mala rejeitada ela parecesse sentir prazer em ser chata.

Ignorava a presença dela, e continuávamos a conversar entre nos 3, logo começamos com as indiretas combinadas entre nós, aquela linguagem especial que só nó possuímos.

Pontos depois, entra uma outra garota, de vestidinho, este por sua vez, beem curtinho, decotado e justo ao corpo, ressaltando todas as curvas.  (homem é um bicho inesplicavel).

Pensa num motorista errando as marchas e um cobrador boquiaberto.

Ela pagou a passagem com o cartão estudante, sentou-se com as perninhas bem cruzadas no segundo banco.

A viagem tornou-se silenciosa, nem mesmo a velha mala estava falando. Chegamos a um ponto, próximo a uma pracinha de exercícios, essas academias ao ar livre, a mocinha da mala pesada ia descer lá, prontamente, o cobrador levantou-se de sua cadeirinha e ajudou a mocinha com a mala.
Sem-vergonhamente o motorista acelerou e deixou o ônibus andar, anunciando:

- Ah esse meu cobrador, que protestativo não? Trazer água pra mim tu não traz? Dividir o pacotinho de gominha, mas nem ferrando! Ah pera, vou te deixar ai seu babaca!

Num pulo o cobrador retornou ao ônibus e rindo como um cão bem recompensado com o carinho e atenção do dono, sentou-se em sua cadeira com um sorriso de orelha a orelha. Mas sua felicidade passou para um estágio, então... com quais palavras posso descrever?... Bem... A cena foi a seguinte:

A mocinha do vestidinho, levantou-se de seu assento, abaixou-se para juntar a bolsa, ( cobrador começou a passar mal na cadeira vendo o vestidinho subir), pego seus materiais esticou-se para puxar a cordinha. Ah pobre baixinha, na pontinha dos pés esticou o braço e o vestido subiu maais ainda.

BOOM!!! Veio a baixo cobrador+gaveta!


O infeliz se apoiou na gaveta para poder secar a mina de todos os ângulos, mas a danada não estava presa ao suporte, escorregou, suas moedas escaparam mas não foi muita coisa, logo em seguida a queda, comecei a juntar com pressa, sorte que caiu para o lado de dentro.  Ele se levantou como se nada fosse nada, juntou a gaveta e a pôs de volta no lugar. Quando chegamos ao ponto final, ainda demos umas olhadas por baixo dos bancos.

Mas pensem numa crise de risos da cara do cobrador, nunca fui tão aliada ao motorista, rimos até chorar e não aguentarmos mais de tanta dor. 

Querido cobrador, favor conferir se sua gaveta esta realmente presa ao suporte ;)

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