Ontem, passei pelo "carro" (ônibus), para cumprimentar um amigo motorista.
- Boa Tarde "Cantor"! ( quando o conheci, por intermédio de outro amigo, lançou se a cantar uns sertanejos beeem breguinhas e a fazer caretas para os retrovisores olhando para mim enquanto eu continuava a rir).
- Bom Tarde minha linda! Vais com nóis até o teu ponto? - Perguntou me com o seu sorriso querido.
- Hoje não, preciso falar com o cobrador da outra rota, vou mais tarde.
Ele ficou chateado, e logo foi dizendo:
- A tu não confias em mim? Tu não me amas, preferes ir com um desconhecido que nem deve saber o teu nome! Deixa, também não falo mais com você. - tanto eu quanto o cobrador "Campeche", riamos dessa cena de "recusa amorosa".
- A tu não confias em mim? Tu não me amas, preferes ir com um desconhecido que nem deve saber o teu nome! Deixa, também não falo mais com você. - tanto eu quanto o cobrador "Campeche", riamos dessa cena de "recusa amorosa".
- Oh meu caro, prometo, sexta feira eu vou e volto com vocês. Pode ser?
Ele não me respondeu de imediato, deu um leve sorriso na hora que desci do ônibus e lhes desejei boa viajem.
Chegado o rapaz com quem eu precisava conversar, havia muito tempo que eu não o via, queria apenas matar a saudade e fortalecer a amizade, deu o horário da viagem, ele e o motorista, o Avaiano, partiram para a sua rota, deixei-os e fui para o que faria a minha rota, conheci a nova equipe da outra rota.
Ao chegar no ponto ao qual eu desceria, me despedi da dupla, ao descer no ponto, me desequilibrei e cai de joelhos no chão, a aproximadas 2 semanas eu tenho usado um imobilizador por uma maldita tendinose que veio amolar-me a vida, não consigo descrever a dor que senti ao cair do ônibus, não sei qual me doeu mais, o tombo ou a tendinose! Mesmo naquele instante de dor, meu primeiro pensamento fora " Isto foi praga do Cantor!".
Ao chegar hoje no horário certinho, topei com o Cantor e o Campeche, entrei quietinha no latão e me sentei no meu cantinho de sempre.
-Boa tarde!
-Boa tarde, como vai? Esta melhor da perna?- perguntou me o cobrador.
- Não, ontem eu cai do ônibus, acertei meu joelho no chão, doeu, mas houve um único pensamento que me diminuiu a dor... Que aquilo era praga de um certo motorista....
Caído na risada, o cobrador não quis dar pitaco, ao entrar no latão, Cantor me deu boa tarde e me perguntou o como eu ia, contei lhe o acontecido e ele riu.
- Tu visse! Eu te disse, te disse, mas preferisse ir com um desconhecido, deixou eu que sô teu amigo.
- Credo! Um amigo que me roga pragas desse jeito! Quem há de precisar de inimigo!!!
Para me certificar que não sofreria mais nenhum acidente, eu vim sentada ao lado dele hoje, rindo conversando, ouvindo uns bregas da vida....
Nenhum comentário:
Postar um comentário